As remunerações dos trabalhadores das IPSS ficaram definidas no Contrato Colectivo de Trabalho assinado na passada semana pela CNIS. HOJE podemos mostrar aos nossos leitores mais informações sobre o assunto, nomeadamente a tabela das remunerações e que nos mostram como há ainda muito caminho a andar até que os trabalhadores da economia solidária atinjam o “salário justo”
TABELA A
TABELA B
– Quanto aos trabalhadores docentes com enquadramento nas tabelas B-1, B-2, B-4 e B-5, serão atribuídos os novos valores de retribuição seguintes:
Tabela B-1 – Professores do 2º e 3º ciclos do ensino básico e secundário profissionalizado, com licenciatura:
Tabela B2 – Professores dos 2 e 3º ciclos do ensino básico e secundário profissionalizado, com bacharelato

Tabela B-4 Educadores de Infância e professores do 1º ciclo do ensino básico com licenciatura profissionalizados:

Tabela B – 5 Educadores de infância e professores do 1º ciclo do ensino com habilitação:

NB: AS tabelas salariais aqui descritas fazem parte do acordo assinado e produzem efeitos a 1 de Janeiro de 2024
- Mantém-se integralmente a proposta anteriormente formulada, com vista ao enquadramento estatutário das amas em creche familiar;
- Mantém-se o já acordado quanto ao alargamento da carreira de trabalhador auxiliar (serviços gerais), com a criação de mais um grau na carreira, o de trabalhador auxiliar (serviços gerais) com mais de 11 anos de bom e efectivo serviço, com enquadramento salarial no Nível XVI da Tabela A;
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Revisão do enquadramento das profissões e valorização dos trabalhadores da tabela A – As partes assumiram o compromisso de, em futuras negociações, rever o quadro das profissões do CCT em vigor e valorizar as carreiras integradas na tabela A de remunerações, designadamente valorizando o tempo de serviço e as qualificações profissionais e académicas.
- No respeitante à tabela – repercussão directa do aumento do Salário Mínimo Nacional nos níveis XI a XVIII (7,9%), com a actualização de 6% nos Níveis VIII a X, de 3% no Nível VII e de 2% nos Níveis de I a VI;
- As actualizações propostas implicam uma valorização média das remunerações-base superior a 6%, a que acresce a progressão na carreira, conduzindo a uma percentagem de aumento da massa salarial muito superior aos 5% determinados no Acordo de Rendimentos de Médio Prazo, superior ainda aos 4,6% estimados para a inflação em 2023, assim como aos 2,8% correspondentes à inflação prevista para 2024.
NB – ESTAS INFORMAÇÕES ESTÃO CONFIRMADAS POR NÓS junto de Alfredo Cardoso, membro da Comissão Negociadora da CNIS
COMENTÁRIO
O acordo alcançado é insuficiente para as expectactivas dos trabalhadores das IPSS. Apesar de a negociação apontar para um crescimento que é novidade no sector, o que se conseguiu ainda é insuficiente para colmatar o poder de compra perdido nos últimos anos.
Vistos os salários e comparados com os praticados na concorrência – sector público e privado – verifica-se que os trabalhadores do sector da economia solidária acabam por pagar – pelo que recebem a menos – o facto de trabalharem no sector “não lucrativo”.
Em sede de manifestação de protesto, recebeu a CNIS os sindicatos e nessa ocasião disse o presidente da CNIS:
Estas declarações de Lino Maia são uma referência para esta discussão e sejam agradáveis de ouvir ou não são o alicerce da discussão que aponta para a necessária “negociação entre as instituições e o parceiro Estado” que financia a actividade social. E muito se caminhou, nomeadamente até ao compromisso do Estado chegar à comparticipação de 50% dos custos, a conseguir na actual legislatura, com melodia interrompida, como se sabe, por Sua Excia o PR.
Os compromissos assumidos neste CCT devem ser considerados um acto de confiança dos dirigentes sociais no sector embora a muitos deles possam causar relativa apreensão. Mas o caminho do salário justo tem de ser caminhado e não pode fazer temer quem, nomeadamente pede ao Estado que comparticipe em 50% e agora se encolhe na decisão de pagar o que é devido.
A sociedade portuguesa tem uma dívida de gratidão por pagar às IPSS portuguesas por tudo que têm feito e lembraram durante a pandemia, mas os seus trabalhadores também são merecedores de idêntico apoio.
Estas negociações mostraram que é possível melhorar a situação laboral, mas os valores acordados são o princípio de um caminho que precisa da atenção de todos.
Por Arnaldo Meireles
Trabalhadores das IPSS com novo contrato de trabalho
A CNIS e a FNE, no âmbito de uma Frente Sindical da UGT (FSUGT) assinaram um acordo que assegura ganhos positivos para a generalidade de todos aqueles que se entregam à causa do setor social e solidário.
Cerca de 70.000 trabalhadores das instituições particulares de solidariedade social (IPSS) vão ver valorizadas nas suas remunerações em 3,75%, afirmou o Secretário-Geral Adjunto da FNE, José Ricardo Coelho à Agência LUSA: “Tem a ver com a revisão do contrato coletivo de trabalho para as IPSS. Este setor da economia social envolve cerca de quatro mil empregadores e cerca de 70 mil trabalhadores docentes e não docentes”.
VEJA A EXPLICAÇÃO DA FNE:






