O presidente americano afirmou que não se sente mais “obrigado a pensar apenas em paz” numa conversa com o primeiro-ministro norueguês, tornada pública hoje, 19 de janeiro.
Nas últimas semanas, a sua obsessão em assumir o controlo “total e absoluto” da ilha ártica coloca a Europa numa nova era. Numa provocação sem precedentes, ele ameaça impor tarifas a oito países europeus que enviaram tropas para lá a pedido da Dinamarca.
Até então, Donald Trump utilizava essa arma como instrumento económico. Pela primeira vez, ele ameaça usá-la para tomar o território de um aliado.
Nos Estados Unidos, também, as suas obsessões se manifestam violentas tendo em consideração o uso da Imigração e Alfândega (ICE) para caçar imigrantes e que acontece num contexto de flagrante impunidade.
A poetisa Renée Good assassinada pelo agente da ICE no protesto de 7 de janeiro não foi processado nem suspenso , antes tem recebido apoio mesmo monetário de representantes do movimento Maga.
As práticas da ICE começam a gerar preocupação ao nível do influenciador mais famoso, Joe Rogan, as ter comparado às da Gestapo. Um exagero? De qualquer forma, ele manifesta-se chocado com os métodos agora usados e que conflitam com princípios profundamente enraizados na cultura política e jurídica americana.
Hoje, o desafio é resistir firmemente a esse autoritarismo brutal e arrogante. Nos Estados Unidos, estados e municípios têm vindo a defonor medidas legais contra o governo Trump.
Na Europa, chegou a hora de oposição a este aspirante a déspota na Casa Branca. Sem confronto armado, os países europeus devem aumentar significativamente o custo político, económico e militar para os Estados Unidos de uma possível violação da Aliança Atlântica.
Foto in ATLANTIC
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