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Na festa do Espírito Santo no sacramento da presença de Deus

A Solenidade do Pentecostes é a Festa do Espírito Santo; por definição, ela é também a Festa da Igreja, a celebração da sua origem ou do seu nascimento, pois é no Espírito e pelo Espírito apenas que a Igreja tem vida e na história se faz Sacramento da Presença de Deus no mundo; enfim, é o Espírito Santo que faz da Igreja fonte de onde jorra a Vida com que Deus mesmo se identifica.

Como poderíamos definir o Espírito Santo?

Hoje, baste-nos saber que Ele é Deus em Pessoa, tal como é Deus-em-pessoa o Pai e o Filho. Segundo o Credo da Igreja formulado no Concílio de Niceia, na primeira metade do século IV, o Espírito Santo é «adorado e glorificado» com o Pai e com o Filho.

Numa palavra, o Espírito é Santo porque ao nos referirmos a Ele estamos a referir-nos à Realidade toda do Ser que Deus é em Si-mesmo. Mas o Espírito é também chamado Santo porque é Ele quem nos santificou tanto no Batismo recebido como na vida vivida de todos os dias, bastando para isso que O queiramos e O deixemos atuar em nós. De facto, só o Espírito Santo pode fazer de nós homens e mulheres verdadeiramente livres.

E se o Pai é chamado de Criador e o Filho de Redentor, assim também por virtude da sua Missão específica, o Espírito é dito Santificador, e Libertador, pois só Ele nos pode tornar santos, só Ele nos pode fazer completos, só Ele nos pode transformar em amostras vivas daquela mesma harmonia e consonância que está em Deus, e que é Deus.

E se nos santifica é por uma razão muito simples: como Dom de Deus ao mundo, o Espírito Santo é para cada um/a de nós Amigo e Consolador, Protetor e Guia. Na verdade, é só porque o Espírito Santo é real, e atua em nós, que nós somos capazes daquilo que de mais importante temos para fazer na vida, ou seja, alcançar aquele nível de discernimento que, em última análise, é condição essencial da e para a Liberdade. Boa Festa.

Por João Vila Chã

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