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O alerta do Papa: “Desarmem a IA e permaneçam humanos”

O alerta do Papa: “Desarmem a IA e permaneçam humanos” – Na sua primeira encíclica, Magnifica Humanitas, o Papa Leão XIV lança o mais contundente alerta da Igreja sobre a era digital: desarmar a inteligência artificial, travar o transumanismo e impedir que “a dignidade humana seja obscurecida por novas formas de desumanização”.

O documento denuncia o poder das big tech, critica a lógica de “aperfeiçoar” o ser humano e avisa que a humanidade está entre Babel e Jerusalém — entre a autossuficiência tecnológica e a preservação da sua própria alma.

A IA, a chamada Inteligência Artificial, é uma técnica instrumental de pensamento cibernético com uma velocidade sobrehumana que nos surpreende pelas informação que recolheu e recolhe e nos fornece dados, em segundos, satisfazendo a nossa curiosidade, embora com o aviso de que a sua informação pode não ser exata.

Este “pecado” da IA mostra que foi criada pelo homem: tem defeitos, está em construção e ao nosso serviço. Fomos dotados por Deus com a decisão de conquistar o Mundo e povoar a terra! Agora percebemos que o podemos fazer também com a iA!

Neste ambiente curioso – alguns dizem perigoso – escreveu o novo Papa Leão XIV a sua primeira encíclica. É uma reflexão essencial por definir muito bem e com precisão as balizas da questão: do ponto de partida até ao trasumanismo.

Perigo potencial: um projeto antropológico que exclui Deus

A nova encíclica Magnifica Humanitas marca uma viragem histórica no posicionamento da Igreja sobre tecnologia, IA e transumanismo. Leão XIV, matemático de formação, alerta que a humanidade vive um momento decisivo: “permanecer profundamente humanos” ou ceder à tentação de construir uma nova Torre de Babel digital.

O Papa rejeita frontalmente a ideia de um “homem hibridado” com máquinas e critica o transumanismo que promete uma “salvação puramente técnica”. Segundo o documento, tratar o ser humano como matéria a otimizar abre caminho para excluir os mais frágeis e legitimar “sacrifícios necessários” em nome do progresso.

A encíclica denuncia ainda o poder concentrado nas grandes empresas tecnológicas, que controlam plataformas, dados e algoritmos, criando “novas dependências, manipulações e desigualdades”. Leão XIV afirma que “não há necessidade de uma IA mais moral se essa moralidade for decidida por poucos”.

O texto aborda também guerra, trabalho, infância, desinformação e colonialismo digital, defendendo prudência, sobriedade e até “jejum de IA”. E conclui com um apelo: desarmar a tecnologia para que ela sirva a humanidade — e não o contrário.

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