Top 5 da semana

Relacionados

Pascal já sabia: o maior medo do homem é ficar a sós consigo mesmo

Pascal antecipou o drama moderno: fugimos do silêncio, do vazio e de nós mesmos. Descobre por que o maior medo do homem não é o trabalho — é finalmente ter tempo para encarar quem realmente é.

Blaise Pascal não precisava de redes sociais, notificações ou “produtividade tóxica” para perceber o essencial: o ser humano foge de si próprio. No Pensées, ele escreve que todo o nosso sofrimento nasce de uma incapacidade simples: não suportamos permanecer quietos num quarto.

Blaise Pascal (1623–1662) foi um destacado matemático, físico, inventor e filósofo francês do século XVII. Ele foi um prodígio que fundou a teoria moderna das probabilidades, criou uma das primeiras calculadoras mecânicas e estabeleceu princípios fundamentais da hidrostática, como o Princípio de Pascal
Blaise Pascal (1623–1662) foi um destacado matemático, físico, inventor e filósofo francês do século XVII. Ele foi um prodígio que fundou a teoria moderna das probabilidades, criou uma das primeiras calculadoras mecânicas e estabeleceu princípios fundamentais da hidrostática, como o Princípio de Pascal

É por isso que inventamos a caça, a guerra, os cargos, as reuniões intermináveis, os projetos urgentes. Não porque desejemos a presa, o poder ou o Excel — mas porque o silêncio nos expõe ao vazio. E o vazio é insuportável.

A tua provocação toca exatamente no ponto pascaliano: o despertador não nos arranca da cama para trabalhar; arranca-nos da metafísica. Sem tarefas, sem chefes, sem rotinas, teríamos tempo demais para encarar a pergunta que evitamos desde sempre: quem sou eu quando nada me obriga a ser alguém?

Pascal sorri porque sabe que o trabalho moderno é, muitas vezes, um desvio elegante. Tememos o desemprego pelas contas, claro. Mas tememos ainda mais o que ele revelaria: que não sabemos o que fazer com a liberdade.

A Academia e a Ciência: A partir dos 14 anos, Pascal passou a frequentar as reuniões da academia científica de Paris organizada pelo Padre Mersenne. Foi nesse ambiente intelectual que conviveu com grandes mentes da época (como Descartes e Hobbes) e publicou, aos 16 anos, o célebre Essai pour les coniques.
A Academia e a Ciência: A partir dos 14 anos, Pascal passou a frequentar as reuniões da academia científica de Paris organizada pelo Padre Mersenne. Foi nesse ambiente intelectual que conviveu com grandes mentes da época (como Descartes e Hobbes) e publicou, aos 16 anos, o célebre Essai pour les coniques.

E é aqui que a ironia se fecha: Dizemos que seríamos felizes sem horários, sem pressões, sem obrigações. Pascal diria que, no primeiro dia de “vida plena”, imploraríamos por um novo motivo para fugir de nós mesmos.

Logo de www.sociedadejusta.pt

Artigos Populares