Foi como tinha que ser – entre abraços e lágrimas na despedida do professor na cara de excelências e povo simples habituados que estavam ao sorriso do Eugénio Fonseca. E as homenagens simples e institucionais muitas, do tamanho do abraço que ele merecia. Mas também alguns remorsos em quem mesmo assim não soube aproveitar a generosidade que vivia em Setúbal.

O bispo de Setúbal presidiu hoje à Missa do funeral de Eugénio Fonseca, falecido no último dia 12 de agosto, que fez do lema “não passar ao lado” um programa de vida e assumiu muitas funções como “serviço e responsabilidade”.
“Foram muitas as missões que Eugénio recebeu ao longo da sua vida. Missões que a Igreja de Setúbal lhe confiou. Missões que a Igreja em Portugal lhe confiou. Missões que Portugal lhe confiou. Eugénio acolheu-as não como lugares de prestígio, mas como lugares de responsabilidade e de serviço”, afirmou D. Américo Aguiar.

Na homilia da Missa do funeral, o bispo de Setúbal evocou o percurso de vida de Eugénio Fonseca, que procurou desde os 10 anos “não passar ao lado” da ajuda que era necessário prestar a quem tinha necessidades, como aconteceu na Cáritas Diocesana, na Cáritas Portuguesa, nas “muitas causas sociais e responsabilidades públicas a que emprestou a inteligência, a palavra, a inquietação e o coração” e “através do voluntariado, dimensão tão importante da sua vida e do seu entendimento da sociedade”.

Eugénio: Na dúvida? Ao lado dos Pobres!
Eugénio Fonseca faleceu. O sempre líder da Cáritas de Setúbal que dali partiu para outras missões e responsabilidades sociais no país terminou a sua tarefa aos 69 anos, vítima de problemas cardiorespiratórios.
O Professor Eugénio será sempre lembrado como “o rosto da proximidade, da escuta e da ação concreta junto dos mais vulneráveis. Transformou e impulsionou respostas sociais fundamentais para a nossa comunidade, trabalhando incansavelmente para que ninguém ficasse para trás” – conforme refere a nota da Cáritas de Setúbal.
Desde sempre ligado a D. Manuel Martins – primeiro bispo da cidade do Sado – Eugénio Fonseca tinha aceite o convite do Cardeal Américo de Aguiar para dirigir a Fundação Manuel Martins “dando continuidade, também através desta missão, ao seu compromisso com uma Igreja próxima das pessoas e particularmente atenta aos mais vulneráveis” – referiu o cardeal Amércio de Aguiar em nota de pesar.
Nos muitos anos de dedicação à UDIPSS e depois à CNIS seguidos pelo serviço à Cáritas Nacional sempre acompanhamos de perto e com carinho o modelo de intervenção de Eugénio Fonseca – um exemplo raro no setor social de defesa dos valores cristãos na sociedade e caso raro no desprendimento com que exerceu as várias funções em que foi eleito.
O setor social perde hoje um dos seus melhores. Apresentamos as nossas condolências à sua família e amigos desejando que o exemplo do Professor Eugénio tenha seguidores no país.
Até sempre, caro amigo Eugénio.
Por Arnaldo Meireles




