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PCP questiona Governo perante trapalhadas de empreiteiros e aflições das IPSS no PRR

O PCP questionou formalmente o Governo após a UDIPSS Braga denunciar atrasos graves, incumprimentos de empreiteiros e a nova interpretação fiscal do IVA que está a colocar várias IPSS em risco de perder financiamento PRR, apesar de obras já executadas entre 50% e 95%.

PCP  questiona Governo perante trapalhadas de empreiteiros e aflições da IPSS no PRR
PCP questiona Governo perante trapalhadas de empreiteiros e aflições da IPSS no PRR

PCP pressiona Governo sobre “dupla penalização” das IPSS no PRR

No mesmo dia em que o Ministro da Economia e da Coesão Territorial assinou um artigo elogioso sobre o andamento do PRR, a União Distrital das IPSS de Braga (UDIPSS) tornou pública uma carta aberta onde manifesta “profunda preocupação” com a situação de várias instituições que estão a executar investimentos financiados pelo programa.

A denúncia é clara: as IPSS estão a ser penalizadas duas vezes — por atrasos que não provocaram e por uma interpretação fiscal que as obriga a suportar IVA sobre investimentos sociais de milhões de euros.

Cinco obras em risco, 11,9 milhões de euros envolvidos

A UDIPSS identificou cinco projetos ainda em execução no distrito de Braga, representando:

  • 11,9 milhões de euros de investimento total
  • 6,1 milhões de euros de financiamento PRR
  • 388 utentes abrangidos

Apesar de níveis de execução entre 50% e 95%, todas as instituições enfrentam o mesmo problema: sem prorrogação dos prazos, podem perder o financiamento.

Atrasos, incumprimentos e falhas graves dos empreiteiros

O levantamento da UDIPSS aponta para um conjunto de constrangimentos que as instituições não controlam:

  • incumprimento grave de empreiteiros, levando à resolução de contratos;
  • atrasos sucessivos das empresas de construção;
  • demora na apreciação de processos administrativos;
  • candidaturas suspensas durante meses;
  • dificuldades no fornecimento de materiais;
  • atrasos nas ligações às redes de energia;
  • erros de conceção;
  • trabalhos arqueológicos não previstos.

A UDIPSS denuncia ainda empreiteiros com alvarás acima da sua capacidade, sem fiscalização eficaz, que continuam a ganhar concursos apesar de falharem sistematicamente.

PCP quer explicações urgentes

Perante este cenário, o PCP questiona o Governo sobre três pontos essenciais:

  1. Se conhece os casos das IPSS de Braga em risco de perder financiamento PRR e se existem situações semelhantes no distrito.
  2. Por que motivo os equipamentos sociais não foram incluídos na Orientação Técnica n.º 19/2026, que define o conceito de conclusão substancial para efeitos de marcos e metas.
  3. Como pretende o Governo garantir a devolução integral do IVA correspondente à parte financiada, assegurando que a Autoridade Tributária cumpre essa orientação.

O partido sublinha que o Estado exige prazos rígidos às IPSS enquanto os próprios organismos públicos acumulam atrasos de meses na emissão de pareceres, aprovações e licenciamentos.


Alfredo Maia, deputado do PCP, que acaba de questionar o Governo sobre as preocupações manifestadas pela UDIPSS Braga, contestando o optimismo do Governo nesta matéria.
Alfredo Maia, deputado do PCP, que acaba de questionar o Governo sobre as preocupações manifestadas pela UDIPSS Braga, contestando o optimismo do Governo nesta matéria.
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