A Chama da Solidariedade chegou sábado, dia 14, a Portalegre depois de percorrer todos os concelhos do distrito numa iniciativa da CNIS realizada com o apoio da UDIPSS local, dirigida por João Carlos Laranjo que contou com a companhia do membro da direcção da Confederação Eleutério Alves.
Ocasião de festa e também de reflexão e partilha de ideias sobre a actividade das IPSS na sociedade civil portuguesa no diálogo com as instituições representantivas da população de natureza comunitária como as câmara municipais.
Mais do que louvor à actividade foi sobretudo ocasião para dirigentes sociais, autarcas e representante do governo falarem da actividade social e solidária no nosso pais, tendo o presidente da CNIS, Lino Maia, sublinhado que os 300.000 trabalhadores do sector – lembrados pela senhora Ministra Ana Mendes Godinho – são orientados por milhares de dirigentes sociais voluntários e que todos se encontram ao serviço dos portugueses acolhidos pelas instituições.
E aqui apontou a necessidade de abrir novos caminhos, mesmo que difíceis, e que apontam para a necessidade de encontrar a possibilidade de integrar os utentes na vida interna de cada instituição, à medida das capacidades de cada um.
A XVI Festa da Solidariedade
A Chama da Solidariedade é um símbolo que percorrendo os municípios serve de chamamento para a discussão comunitária do papel dos portugueses que na sociedade civil criam e desenvolvem as instituições que hoje nos servem. E também é ocasião de encontro entre dirigentes e autarcas – parceiros no desenvolvimento local e comunitário.
Alter do Chão:

Arronches:

Campo Maior:

Crato:

Elvas:

Fronteira:

Gavião:

Marvão:
Monforte:

Nisa:

Ponte de Sor:

Portalegre:

Sousel:

A visita a Portalegre foi ocasião para encontrar amigos e companheiros de vários caminhos. Mas foi com muita estima que saudamos Antonino Dias, Bispo de Portalegre, que acompanhamos desde os seus tempos presbiterais de Monção até Braga. E foi ocasião para lhe dizermos que o nosso jornal “Sociedade Justa” lhe está muito grato por nos ter autorizado a publicar aqui os seus textos em matéria social.
Bispo de Portalegre: As nossas Instituições de Solidariedade Social

Não basta a prestação de serviços tecnicamente aperfeiçoados. Esses são indispensáveis e exigidos, devendo ser prestados mais pela força do amor e da dedicação às pessoas, do que pela lei que obriga a tê-los. O amor aos outros, porém, não se impõe, não depende de normas ou leis exteriores, vem do coração e da capacidade de ver Cristo no outro. Há muitas destas instituições particulares, não ligadas à Igreja, que vivem e testemunham, com beleza e alegria, esse espírito cristão. Infelizmente, nem sempre isso acontece numa ou noutra das nossas, ligadas a Centros Sociais Paroquiais ou a Misericórdias! É caso para se dizer: “Casa de ferreiro, espeto de pau!”.
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