A tendência mantém-se agora também nas eleições presidenciais de 18 de Janeiro com a evidência de que se trata de uma luta entre candidatos à direita. O reforço do capitalismo em Portugal será assim ainda mais evidente perante uma esquerda exausta depois do último grito de glória nascido da traição democrática de 2015.

Esta tendência também é evidente na Europa e sobretudo nos Estados Unidos que lança para a narrativa política os maiores beneficiários das empresas promotoras da globalização. Depois de nos terem metido no bolso do telemóvel gritam, querendo impor, a sua visão, a sua particular moral – pessoal e empresarial – enquanto doam por “caridade” às instituições e países que lhe vergam a estirpe.
E do outro lado do mundo são acompanhados pelo capitalismo de Estado – China e Rússia – afinal “absolutamente” compatível com as ondas do capital destinado que está, e sempre esteve, a criar uma civilização de novos escravos, submetidos às dinâmicas do consumo (a nova religião global).
Portugal não está, pois, sozinho nesta onda perigosa por minar todos os avanços da civilização moderna querendo-nos meter nas noites negras comandadas de facto por “quem pode”.
O inverno será longo.
Por Arnaldo Meireles
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