Jesus conta a parábola do administrador infiel, que, ao saber que perderia o seu cargo, age com esperteza para garantir favores futuros. Ele reduz as dívidas dos devedores do seu patrão, buscando o favor deles. Jesus conclui:
“Quem é fiel nas pequenas coisas também é fiel nas grandes; e quem é injusto nas pequenas também é injusto nas grandes.” “Não podeis servir a Deus e ao dinheiro.”
Essa passagem levou-me a refletir sobre como usamos os bens materiais e a importância de sermos fiéis e justos em todas as nossas ações.
Hoje também nos foi lembrado:
- 1ª Leitura: Amós 8,4-7 — Um alerta contra a exploração dos pobres.
- 2ª Leitura: 1 Timóteo 2,1-8 — Uma chamada à oração por todos, especialmente pelos governantes.
- Salmo Responsorial: Sl 112 (113) — “Louvai o Senhor que eleva os pobres!”
As consequências que eu retiro do que ouvi perante o mundo que somos:
Quando olhamos para o sofrimento do povo palestiniano, especialmente os que vivem em abandono, deslocamento ou sob conflito, o Evangelho desafia-nos:
- A agir com responsabilidade e compaixão, mesmo quando não temos poder político direto.
- A usar a nossa “administração” — a nossa voz, os nossos recursos, a nossa influência — para aliviar a dívida da dor e da exclusão.
- A acolher os que foram marginalizados, como o administrador buscou acolhimento entre os devedores.
A missão cristã de acolher
A Igreja, inspirada por Cristo, é chamada a ser sinal de esperança e refúgio para os abandonados. Isso inclui:
- Defender a dignidade humana, independentemente de nacionalidade ou religião.
- Promover a paz e o diálogo, especialmente em regiões marcadas por conflito.
- Acolher os refugiados e deslocados, como expressão concreta do amor cristão.
Aos leitores do “Sociedade Justa” aqui partilho a minha pro (vocação), aquela de defender e dar voz a quem precisa dela, sobretudo na experimentação da dor individual, familiar e coletiva.
Todos juntos para que sejamos homens e mulheres “uns para os outros”. Numa cultura de fraternidade e solidariedade.
E por isso, hoje rezei assim: “Senhor, que o teu Evangelho nos ensine a ser fiéis na justiça e generosos no acolhimento. Que não sirvamos ao dinheiro, mas à tua vontade. Dá-nos coragem para acolher os abandonados, especialmente os que sofrem na Palestina, e que sejamos instrumentos da tua paz.”
Por Alfredo Cardoso
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