A Associação Nacional de Cuidados Continuados comentou hoje as declarações do Primeiro-Ministro por ocasião da assinatura da adenda ao protocolo de colaboração entre o Estado e o Setor Social. A ANCC lamenta o desinvestimento das unidades existentes. Veja o comunicado:
Comunicado da ANCC

Ontem, 14 de Abril de 2026, na Residência Oficial do Primeiro-Ministro, foi assinada a adenda do compromisso para o setor social para 2026 com os parceiros que representam o sector.
Sobre isto temos a dizer o seguinte:
- Luis Montenegro, enquanto candidato a Primeiro-Ministro por duas vezes e já na qualidade de Primeiro-Ministro, tendo ontem no seu discurso voltado a fazê-lo, prometeu uma lei de finanças para o sector social com a actualização automática de preços, não só para o sector social em geral mas também para os cuidados continuados e a educação, com base na actualização do salário mínimo nacional e a inflação.
É Primeiro-Ministro há 2 anos e ainda não cumpriu a promessa.
- Na assinatura deste documento, mais uma vez e sem a oposição das entidades que supostamente deveriam representar bem o sector, os cuidados continuados ficaram de fora.
- Desde Janeiro que os salários dos profissionais das Unidades de Cuidados Continuados foram actualizados, a que se soma os custos dos bens e serviços, resultantes de uma inflação a subir novamente com força. Mas a receita continua congelada.
- Não entendemos a forma como este Governo lida com os cuidados continuados, promovendo a morte lenda das Unidades, como é exemplo a parte de baixo deste e-mail, que reencaminhamos, dando conta de mais duas unidades de cuidados continuados que encerraram (uma delas nossa associada) devido ao subfinanciamento. Ficam ambas na margem sul, na região de Lisboa e Vale do Tejo, precisamente a mais necessitada e que viu o colapso do PRR para a construção de mais 2.000 camas devido a erros do Governo.
- Damos nota que o Sr Primeiro-Ministro no seu discurso, reconheceu o subfinanciamento dos cuidados continuados. No entanto são precisos actos e não palavras para resolver o problema. E neste caso os actos são os de condenar à morte lente, por asfixia financeira, as Unidades de Cuidados Continuados.
Gostaríamos, pois, de perguntar, que sentido faz o país investir capital (que sabemos ser escasso em Portugal) para construir novas unidades de cuidados continuados, enquanto encerra edifícios já existentes com capacidade instalada muito significativa?
Que sentido faz isto?
ANCC – Associação Nacional dos Cuidados Continuados
Rua dos Recreios Desportivos de Algueirão, nº 9
2725-117 Algueirão – Mem Martins
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