As organizações representativas do setor social e cooperativo enviaram uma carta à Ministra Maria do Rosário Palma Ramalho, com a pasta do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social onde manifestam a sua preocupação no momento da definição da “adenda 2026” ao Acordo de Cooperação, considerando que “os sinais não são positivos”
Este ceticismo parcial que uniu na carta a CNIS, União das Misericórdias, União das Mutualidades e e a CONFECOOP, tem por base a análise às promessas eleitorais e comunicações do ministério assinalando “a esperança” defraudada” com que viram “o senhor Primeiro-Ministro anunciar a previsibilidade de uma lei de financiamento das respostas sociais” agora apresentada como tendo sido feita através do “método estabelecido para a atualização dos acordos de cooperação”.
Está assim defraudado o combate à inflação específica do setor social, também não contribui para a valorização salarial justa dos trabalhadores, não acautelando também a sustentabilidade das Instituições Particulares de Solidariedade Social.
Os subscritores da carta lembram ao Governo – será ainda necessário? – que “é com sentido de missão que as IPSS e equiparadas jamais se desviarão da sua opção preferencial pelos mais vulneráveis, pelos mais frágeis e pelos mais carenciados.
A carta à Senhora Ministra é completa e relata as dificuldades no setor citando casos concretos de valências, percentagens e custos de funcionamento; também refere: “sem poder escamotear, urge estabelecer um calendário para cumprimento do que foi estabelecido no Pacto de Cooperação, cuja voz, por parte do Estado, deverá ser a do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social”.
Mais palavras para quê?
Por Arnaldo Meireles
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Foto deste texto in https://www.portugal.gov.pt/pt/gc25
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