A ‘Charta Oecumenica 2025’ para a Europa foi assinada em Roma (Itália) a 5 de novembro de 2025 pela Conferência das Igrejas Europeias (CEC) e o Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE). E vai ser tornada pública em Lisboa no próximo dia 20, nas instalações da Universidade Católica.
Alguns extratos da Carta Ecuménica:
- “Reconhecemos que a crise climática se tornou mais urgente; a guerra, as deslocações, a pobreza, o populismo, o uso indevido da religião e muitas dificuldades inter-relacionadas causaram grande sofrimento e elevada ansiedade”, indica o texto.
- “A crise ecológica manifesta uma falha espiritual e ética no cumprimento da nossa vocação cristã. Exortamos todos a uma conversão ecológica que proteja a nossa casa comum”, acrescenta o documento, que atualiza a versão original de 2001.
- “Afirmando a dignidade e os direitos de cada ser humano, denunciamos qualquer forma de migração forçada, escravatura moderna e, particularmente, tráfico de seres humanos: consideramos todos estes crimes contra a humanidade.
- Comprometemo-nos a continuar a trabalhar para acolher as vítimas dessa migração forçada com respeito e compaixão humana, oferecendo-lhes a possibilidade de construir uma nova vida”.
O texto desta carta foi assinado pelos presidentes da Conferência das Igrejas Europeias (CEC), arcebispo Nikitas de Thyateira e Grã-Bretanha, e do Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE), arcebispo Gintaras Grusas, de Vilnius.
O documento orientador da cooperação ecuménica entre as Igrejas cristãs europeias ganhou nova redação por ocasião do 1700.º aniversário do primeiro concílio ecuménico da história, em Niceia (325), atual Turquia, celebrado em 2025.
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