A Igreja Católica olha com ceticismo para a nova “lei da nacionalidade” encontrando na proposta lacunas de humanidade na tentativa de ceder ao populismo atual.
Na entrevista à Ecclesia o presidente da Conferência Episcopal considera que “um cidadão que chegou de outras latitudes e de outras culturas, que é aceite no nosso sistema político e insere-se nele, tem também de ser tratado com equidade”
Segundo Dom José Ornelas “não há cidadãos a meio – a nossa Constituição não prevê cidadãos com metade dos direitos e outros que os perdem. Se alguém falha, naquilo que é próprio de um cidadão, deve sofrer, como qualquer outro cidadão – se tem penas para assumir, deve assumi-las, mas não perde a nacionalidade por isso. Não é racional”.
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