O Pão

O Pão! Começamos o nosso texto com uma pequena observação aos leitores: o título apresentado é uma metáfora! Sim, pensada pelo nosso movimento social e cívico que está a emergir no sentido de evidenciarmos que “precisamos ganhar o pão nosso de cada dia” para reivindicar não só o Pão, mas também o Trabalho!

O trabalho desempenha um papel fundamental na vida das pessoas e na sociedade como um todo, também é uma fonte de realização pessoal e profissional, contribuindo para a autoestima, a autoconfiança e a sensação de pertença!

O trabalho é essencial para o desenvolvimento económico e o crescimento sustentável, promove a distribuição de recursos e o aumento do
bem-estar social. É responsável pela inovação e pelo avanço tecnológico, impulsionando a competitividade e a produtividade.

A criação de empregos é vital para a saúde económica e o bem-estar das comunidades locais. Quando as pessoas estão empregadas, elas têm dinheiro para gastar em bens e serviços, o que ajuda a estimular a economia local. O que pode levar ao aumento da receita tributária da comunidade, que pode serusada para financiar serviços importantes como escolas, estradas e segurança pública.

Quando as pessoas são capazes de se sustentar e às suas famílias, é menos provável que sofram pobreza ou outros resultados negativos. A criação de empregos também pode contribuir para o desenvolvimento da comunidade.

Quando as empresas são estabelecidas numa comunidade, geralmentenvolvem-se em iniciativas locais e apoiam os esforços de construção da
comunidade.
Quando se trata de promover a criação de empregos nas comunidades locais, há uma variedade de opções disponíveis.

Uma abordagem é fornecer incentivos para as empresas se estabelecerem na comunidade. Isso pode incluir incentivos fiscais, subsídios e outros incentivos financeiros. Outra opção é investir em programas de criação de emprego que ajudam a preparaindivíduos para oportunidades de emprego.

Isso pode incluir programas que oferecem formação profissional técnica. Apoiar a criação de empregos e investir em programas que criam
oportunidades de emprego é urgente e necessário porque a importância do trabalho vai para além do aspeto económico.

É uma forma de contribuir para a sociedade, de criar valor e de fazer a diferença na vida das pessoas.

É uma evidência que as questões das desigualdades sociais estão a aumentar em Portugal, na Europa e no Mundo – começa a faltar o pão a
muitas famílias – e, enquanto as classes ou grupos sociais mais privilegiados têm sempre pão (como sempre tiveram) e, mais do que isso, podem escolher a imensa variedade de pão que hoje está disponível para todos os gostos e preferências, outros, simplesmente, não podem escolher nada.

No entanto, os slogans de tempos revolucionários reivindicavam o “pão, a paz e a terra”, num famoso lema do Partido Bolchevique que defendia a retirada da Rússia da Primeira Guerra Mundial (Paz), a reforma agrária e a partilha de terras para os camponeses (Terra) e o fim da fome e a garantia de alimento para a população (Pão).

Hoje, passado mais de um século, a guerra demostra-nos, diariamente, que o pão, a paz e a terra continuam profundamente ameaçados como direitos fundamentais dos cidadãos.

A guerra e a catástrofe climática (que a própria guerra amplia) estão a diminuir brutalmente as condições para semear, cultivar,
colher e preparar o pão – sustento básico de vida – e a vida de todos nós.

O que será do trabalho sem o pão de cada dia? E o que será do pão de cada dia se não houver trabalho?

 

Por Fernando Guimarães
Professor da Universidade do Minho

Nota Biográfica –  Fernando Manuel Seixas Guimarães é Professor Auxiliar no Instituto de Educação da Universidade do Minho e investigador integrado no CIEC. É Licenciado em Ensino de Matemática e Ciências da Natureza, Mestre em Educação – área de especialização em Educação de Adultos e Doutor em Estudos da Criança – área de especialidade em Estudo do Meio Físico.
Tem desenvolvido investigação na área da Educação, nomeadamente no Ensino de Botânica e na Formação de Professores onde tem várias
publicações e participações em congressos. Colaborou no Curso de Mestrado em Formação de Formadores – Área de Especialização em Ensino de Ciências em Timor-Leste; na formação de mestres em Metodologia do Ensino Primário, de Angola e é membro da equipa
do Projeto de Reorganização Curricular do Ensino Básico da República da Guiné-Bissau.

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